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1- ALHO-SEMENTE a) É o fator mais importante do sucesso. Deve-se plantar alho-semente sadio das classes 6 e 7. c) A seleção do alho-semente deve ser iniciada no campo de plantio. O lote de alho que manifestar problemas com nematóide, fusarium e podridão branca deve ser descartado. e) Por ocasião do corte da semente, o ideal é fazer uma seleção manual, descartando todo bulbo com problemas de formação, de tamanho pequeno ou com pragas e doenças. f) As cultivares sugeridas são as seguintes: Chonan, Quitéria, São Valentin ou Esmeralda, Contestado, Caçador, Jonas e Ito. Os alhos da variedade São Valentin/Esmeraldo tem-se mostrado mais produtivos nos últimos anos. g) Recomenda-se plantar um dente proveniente de um bulbo no mínimo classe 6 (47-55 mm). Bulbilhos menores que 3,0 gramas não devem ser plantados para produção de alho consumo. h) Os bulbos do alho-semente, após o corte e classificação devem ser armazenados preferencialmente em temperaturas de 14ºC a 18ºC (gradeados nos estaleiros de cura), já que tem efeito decisivo na superação da dormência e na bulbificação. i) Tendo em vista o inverno rigoroso ocorrido no último ano e a previsão de outro inverno frio em 2008, recomendamos a vernalização dos bulbos de alho em câmara fria, quando for necessária, a no máximo por 12-15 dias, visando escalonar a diferenciação/colheita. A câmara fria deve estar regulada para 4 graus, com 70% de umidade relativa.
SUGESTÃO DE TRATAMENTO PARA O ALHO-SEMENTE ANTES DO PLANTIO O tratamento visa controlar o nematóide, ácaro e os fungos que atacam os bulbilhos de alho após o plantio. Usar uma solução a base dos seguintes produtos.
Vertimec ? 200 a 400 c.c.+ Rovral ? 200 gramas + Derosal ? 300 g + Água --> 100 litros Tempo de imersão: 4 horas. A solução deverá ser renovada no máximo a cada 2 dias. OBS.: Há vários outros fungicidas que não foram citados acima podem ser usados.
2- DEBULHA E CLASSIFICAÇÃO DO BULBILHO a) Devem-se evitar as machucaduras, por onde penetram os fungos e bactérias. b) Usando-se a debulhadeira, é indispensável deixar o alho no sol por 2 horas no mínimo, para facilitar a debulha. c) Os dentinhos devem ser separados pelo seu tamanho/peso. Três tamanhos são suficientes: pequenos, médios e graúdos. Plantam-se apenas os graúdos (5 a 7 gramas) e os médios (3 a 5 gramas). d) Após a debulha, caso não der para plantar em seguida, jamais deixar o alho-semente debulhado e amontoado. Procurar espalhá-lo numa lona. 3- PREPARO DO SOLO / ADUBAÇÃO a) A correção do solo deve ser realizada antecipadamente, de acordo com o resultado da análise da terra. O alho não tolera a presença de alumínio tóxico. b) O alho tem respondido muito bem em produção, às adubações com esterco e adubações verdes. c) Altas produtividades somente são conseguidas com rotação de culturas, plantando alho no máximo 2-3 anos na mesma área. O ideal é rotação de cultura anualmente. d) Deve-se evitar o uso exagerado da rotativa. Em solos compactados usa-se o subsolador para quebrar essa camada. e) A lavração para a incorporação do esterco e adubos verdes deve ser realizada no mínimo 45 dias antes do plantio, para ocorrer uma melhor destorroação do solo por ocasião do plantio, para que a marcação dos locais onde será plantado o bulbilho fique bem nítida.
4- ADUBAÇÃO a) A adubação depende, além da análise do solo, da produtividade esperada, da tecnologia que o produtor usará como: tamanho do alho-semente, cultivar a ser plantada, densidade de plantio, irrigação. A adubação também depende da área a ser cultivada. Áreas novas requerem mais adubo que áreas já trabalhadas. b) Para produtividade em torno de 12.000 Kg, usa-se entre 1.000 e 2.000 Kg de adubo químico por hectare, das fórmulas 3-30-15, 4-28-16, 4-30-10, 5-25-25, dependendo dos fatores anteriormente citados. c) A adubação de cobertura (Nitrogênio) é uma tecnologia que tem aumentado a produtividade. O seu uso depende da análise do solo, uso de esterco, irrigação, tamanho do alho semente e estado geral da lavoura. Normalmente fazem-se duas coberturas com nitrogênio. A primeira 30 dias após a brotação, com 60 a 100 Kg/N/ha e a segunda após a diferenciação em início de outubro com 100 a 120 Kg/N/ha. Pode ser usada a Uréia, o Nitrato de Cálcio, o Salitre do Chile. d) O uso exagerado de nitrogênio e fora de época provoca o superbrotamento. f) Em solos bem corrigidos, com adubação orgânica e química de acordo com os resultados das pesquisas, as adubações foliares não têm respondido em produção e em muitas vezes causam fito na lavoura.
5- SUPERBROTAMENTO a) É uma anormalidade genético-fisiológica. Todas as cultivares de alho plantadas na região são geneticamente suscetíveis a essa anormalidade. b) Vários fatores podem causar o superbrotamento, mas o mais importante é alho-semente miúdo. O excesso de nitrogênio, baixa densidade de plantio, excesso de chuva e/ou irrigação na diferenciação também induzem essa anormalidade. c) Fatores climáticos como o frio é decisivo na ocorrência dessa anormalidade. A falta de frio no inverno e o frio extemporâneo, por ocasião da diferenciação são decisivos no aparecimento do suberbrotamento. d) Na realidade, o alho que vamos colher, depende inicialmente da origem da semente (onde foi cultivada). Onde foi armazenada (qual a temperatura) e após, da interação dessa semente com o meio ambiente (fatores climáticos e manejo), onde será cultivada. f) Para minimizar o problema do suberbrotamento pode-se sugerir o seguinte: plantar sempre alho-semente graúdo, adequando a densidade de plantio ao peso do dente. Evitar sempre o excesso de nitrogênio, de irrigação e qualquer tipo de stress por ocasião da diferenciação.
6- ÉPOCA DE PLANTIO a) A época de plantio depende da variedade a ser plantada. Essa época é determinada pela brotação do bulbilho que varia de acordo com as condições de armazenamento do alho-semente. A brotação é de fácil visualização, basta cortarmos o dentinho longitudinalmente. O ideal é plantar o alho quando o mesmo apresenta 90% de IVD. Recomendamos as seguintes épocas de plantio, de acordo com as cultivares: 1- Contestado de meados de maio a meados de junho; 2- Caçador Jonas e Ito no mês de junho; 3 - Seleção Chonan de 10 de junho a 10 de julho; 4 – Quitéria, São Valentin e/ou Esmeralda final de junho a final de julho. 7- SISTEMA DE PLANTIO a) Depende basicamente do trator e da rotativa que possui o produtor. b) O ideal é que as perdas nos entre canteiros sejam pequenas. O espaço nos entre canteiros deve ser de 1,75 a 1,80 m. A “mesa” do canteiro deve ser de 1,20 a 1,30 metros. c) O plantio deve ser longitudinal, com 4, 5 ou 6 fileiras em cima do canteiro. Isso depende da largura do mesmo, conforme o conjunto (trator x rotativa). Quando a largura da “mesa” do canteiro for de 1,30 m deve-se usar 5 ou 6 fileiras de plantio. d) De acordo com o peso do dentinho, recomendam-se as seguintes áreas úteis/planta: bulbilho com 5 a 7 gramas de 270 a 300 cm², bulbilhos com 3 a 5 gramas necessitam de 250 a 275 cm². c) No sistema de plantio de 5 linhas, a distância entre as mesmas é de 25 cm, variando apenas dentro da linha de 10 a 12 cm., de acordo com o peso dos dentinhos. d) No sistema de plantio de 6 linhas, recomendamos usar 3 duplas, no espaçamento de ( 10 X 40 X 10 X 40 X 10 ) nas fileiras e de 10 a 12 cm entre plantas dentre das linhas de acordo com o peso dos “dentes”, época de plantio e variedade. e) O stand por ocasião da colheita é de 300-330.000 plantas/hectare para “dentes” graúdos e de 330-360.000 plantas/hectare para dentes “médios”. f) Quanto maior o stand, maior será a produtividade, mas menor será o tamanho do alho colhido.
8- PLANTIO a) Todo o plantio é manual. Coloca-se o ápice do bulbilho virado para cima. b) As maiores produtividades no plantio, são conseguidas, pagando-se a mão-de-obra por metro de canteiro plantado com um controlador a cada dez canteiros plantados. c) Não há necessidade de cobrir o dentinho. Recomenda-se fazer uma irrigação logo após o plantio. d) O plantio perfeito só é conseguido quando o preparo do canteiro for realizado com um bom conjunto de trator e rotativa.
9- HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES a) Várias plantas daninhas ocorrem no período de inverno-primavera, entre elas: azevém, mentruz, nabo, serralha, erva de passarinho, língua de vaca. b) Os herbicidas pré-emergentes geralmente controlam bem as plantas daninhas de inverno e reduzem significativamente as de primavera, devido ao poder residual dos mesmos. c) Além dos herbicidas pré-emergentes, que não controlam 100% das plantas daninhas, o produtor deverá realizar as capinas durante todo o ciclo da cultura, procurando não revolver muito o solo. Pode usar também herbicidas de pós-emergência como o Totril 0,4 a 1,0 l/ha, para folhas largas além de vários graminicidas existentes no mercado (Poast, Podium, Select, etc.) d) Os herbicidas sugeridos para a aplicação logo após o plantio são os seguintes: Ronstar 250g/l, na base de 3,0 a 4,0 litros por hectare com aplicação logo após o plantio do alho. O solo deve estar úmido. Na aplicação utilizar o bico leque e baixa pressão. A mistura de Ronstar 3,5 l + Afalon 1,2 l/ha é muito usada na serra gaúcha. Herbadox na base 3,0 litros/hectare também pode ser usado em pré-emergência, tendo o cuidado sempre para que o alho já tenha enraizado muito bem antes da aplicação do mesmo. e) O uso de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) é obrigatório quando se manusear os defensivos agrícolas, quer no tratamento do alho-semente, quer na aplicação dos mesmos na lavoura como herbicidas, fungicidas e inseticidas. f) A tríplice lavagem das embalagens de defensivos agrícolas também é uma medida obrigatória, pois chega a limpar até 99,9% dos defensivos do seu interior e viabilizam a sua reciclagem.
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