|
Escrito por Roosevelt Vieira Leite
|
|
Qui, 09 de Fevereiro de 2012 19:19 |
|
Todos os homens são livres para
dizer.
Será? Pergunta um rosto sem boca em pé em algum lugar.
Todos os homens são escravos de suas palavras.
Todos os homens sonham acordados por novos enunciados.
O lugar;
O agente;
O sintagma.
A tenebrosa dúvida.
As palavras merecem confiança?
Certamente que não;
Certamente que sim.
As palavras curam e ferem.
|
|
Escrito por Roosevelt Vieira Leite
|
|
Ter, 07 de Fevereiro de 2012 18:04 |
|
Torquato foi estudar no seminário
muito jovem. O rapaz mal tinha feito dezesseis anos e estava entre
os padres. Aprendeu latim, oratória, homilética, hermenêutica,
teologia, grego, filosofia e outros saberes para se tornar em um
religioso com “um futuro belo pela frente”. Sua mãe, uma mulher
aristocrata de Baturité, no Ceará, não medira esforços para dar ao
seu único herdeiro a melhor educação...
|
|
Escrito por Clovis S. Machado
|
|
Dom, 05 de Fevereiro de 2012 14:01 |
|
Eu, tanto
quanto muitas pessoas que conheço, já tive momentos de dúvida sobre
quem matou quem. Minha avó, com sua elevada sabedoria — atributo
próprio de todas as avós — foi quem deu, de forma definitiva, uma
solução para...
|
|
Escrito por Roosevelt Vieira Leite
|
|
Seg, 30 de Janeiro de 2012 17:05 |
|
Estava chovendo muito em Aracaju.
Diziam os jornais que havia chovido o dobro do esperado para o mês
de julho. O Aribé estava encharcado. Mesmo asfaltado, seus canais
não mais continham a água. A velha Rua Pernambuco nos conta muitas
estórias; estórias de vidas que se foram, e estórias de vidas que
ainda estão conosco. Um rapaz de porte pequeno, morador da dita
rua; motorista de taxi que fazia ponto na...
|
|
Escrito por Con Castilho
|
|
Sex, 27 de Janeiro de 2012 01:00 |
|
Noemia era uma moça muito bonita, pele branca, cabelos pretos e
longos, filha única de Sr. João. Viviam sozinhos, pois sua mãe já
havia falecido há muito tempo, e por motivos de saúde não pode ter
mais filhos. Isto é o que Noemia sabia. Nunca se questionou por seu
pai ser um homem negro, e ela assim tão branca como leite: ela já
tinha completado 25 anos e estava terminando a faculdade de Letras.
O tempo foi passando, e ela não...
|
|
Escrito por Roosevelt Vieira Leite
|
|
Qua, 25 de Janeiro de 2012 18:42 |
|
Seu Pepeu era um homem muito
dedicado à vida religiosa. Não havia ano em que na época da festa
da padroeira ele não passasse uma semana em jejum. O homem rezava o
terço todos os dias e não perdia um novenário de Nossa Senhora
Imperatriz. Ele vivia do comercio. Seu velho pai, Deus o tenha, o
deixou uma casa de laticínio no centro comercial de Tobias Barreto
– A Casa do Requeijão - como ficou conhecida...
|
|
Escrito por Roosevelt Vieira Leite
|
|
Dom, 15 de Janeiro de 2012 13:32 |
|
O natal se aproximava. As pessoas
estavam enternecidas com o espírito cristão que envolvia a
sociedade aracajuana. As campanhas do natal sem fome, e do natal
com roupa foram um sucesso. “É muito importante as pessoas
participarem da solidariedade”. Asseverou o Bispo de Aracaju Dom
Cosmerino de Souza Neto. Aracaju crescia feito uma mocinha. Ora,
ela se estendia rumo ao sul, ora ela esticava para cima como...
|
|
|
Escrito por Roosevelt Vieira Leite
|
|
Qui, 29 de Dezembro de 2011 16:12 |
|
|
|
Escrito por DELY
|
|
Qui, 29 de Dezembro de 2011 03:01 |
|
|
|
Escrito por Roosevelt Vieira Leite
|
|
Ter, 13 de Dezembro de 2011 12:57 |
|
Soraia saiu do trabalho na “Avenida
dos Boxes” seguiu direto para casa. Sentia cólica, a moça filha de
Agenor, “O louco”, aquele que nas segundas feiras ia para o meio do
povo dizer que se arrependesse de seus pecados. A feira de Tobias
era grande. Um mar de gente. Muitos sonhos, poucas certezas. O povo
vinha de todos os lugares do município, e até de outras cidades e
estados. A fé de Agenor era maior...
|
|
Escrito por Roosevelt Vieira Leite
|
|
Sáb, 10 de Dezembro de 2011 14:44 |
|
|
|
Escrito por Roosevelt
|
|
Qua, 07 de Dezembro de 2011 19:56 |
|
O sol nasceu preguiçosamente atrás da
Serra da Praça. Tobias Barreto acordou com desejo de viver. Seu
povo como um formigueiro grande caminhava para cá e para lá. As
pessoas saíam em busca do pão, o sagrado pão nosso de cada dia. O
rapaz do leite batia no pau da...
|
|
Escrito por Roosevelt Vieira Leite
|
|
Ter, 06 de Dezembro de 2011 20:21 |
|
Aquele
elevador era velho. Do tempo de quando eu era criança. O aparelho
ainda funcionava muito bem quando dona Maria entrara nele para
subir até o décimo terceiro andar. Um prédio muito alto para uma
Fortaleza dos anos 70. A cidade estava crescendo, mas ainda não
para cima com tanta...
|
|
Escrito por Luiz Domingos de Luna
|
|
Qua, 30 de Novembro de 2011 15:31 |
|
Outro dia,
como de costume, fui convidado às pressas para retornar a meu
querido Planeta Natal – Aquarius, seguindo os ritos já previamente
estabelecidos fiz uma viagem normal, desta vez, nada de tonturas,
náuseas, nada, tudo normal, inclusive gostei
muito.
|
|