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Iridologia
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Escrito por Emille Paulino   
Seg, 02 de Julho de 2012 14:19

A Iridologia não é recente, pois desde o antigo Egito e entre os hebreus já era largamente praticada. Documentos encontrados entre 1000 e 200 a.C. se referem à leitura das doenças através dos olhos. Já vem de muito tempo a certeza de que os olhos representam a janela do corpo e da alma.

Mas a moderna iridologia surgiu em fins do século 19, através da obra do médico húngaro Ignatz von Peczeley. Quando rapaz, ao capturar uma coruja, acidentalmente quebrou-lhe uma das patas. Pouco depois, Ignatz notou o aparecimento de uma listra escura na parte inferior do olho do pássaro. Pôs uma tala na pata da coruja e cuidou dela, esperando que ficasse completamente curada. Mas continuou observando.

Nos anos que se sucederam, viu que, nos olhos da ave, em lugar da listra negra, havia linhas brancas e sinuosas. Essa descoberta acabou por deixá-lo fascinado, e, ao se formar em medicina, em Budapeste, passou a estudar os olhos de diversos pacientes.

Usava um enfoque inverso: diagnosticava a doença que os acometia e tentava verificar se espelhava em seus olhos, e de que maneira.

Outro pesquisador, Gaston Verdier, descobriu mais de 160 pontos num olho e 160 no outro, correspondentes aos órgãos do corpo humano.

Atualmente a Iridologia vem sendo usada como método diagnóstico comprovadamente eficaz e já são realizados estudos em faculdades de medicina na Alemanha e Rússia.

O que é Iridologia

A Iridologia é a ciência que faz diagnóstico através da observação da íris, ela não tem como objetivo dar nomes às doenças (patologias). A partir do irisdiagnóstico, elabora-se um programa de desintoxicação e reconstrução do organismo, que é a base do tratamento e que tem a finalidade de conscientizar e melhorar as carências nutricionais do paciente, melhorando, desta forma, sua qualidade de vida. São utilizadas também, técnicas terapêuticas como Homeopatia, Hidroterapia, Geoterapia, Acunputura, Massagem Terapêutica e outras. O tratamento visa suprir as necessidades individuais, tanto em relação às patologias já presentes como também às tendências orgânicas.

"A Iridologia é uma ciência que não faz diagnósticos, mas que pressupõe o grau de inflamação do organismo, ou seja, os estágios agudos, crônicos e degenerativos, em que se encontram os diferentes órgãos, assim como as suas debilidades, permitindo assim uma avaliação segura do estado geral do organismo". (Dr. Bernard Jensen)

A iridologia, portanto, é um método que busca determinar, através do exame da íris, a localização e a natureza de distúrbios ou lesões orgânicas existentes em outras partes do corpo.

A palavra “íris” deriva da comparação entre as suas cores e nuances com as da Deusa Grega Íris, ou seja o “arco-íris”. Estas cores podem ser normais ou assinalar intoxicações, anomalias genéticas e perturbações.

A pigmentação da íris e a cor dos olhos parecem ter uma relação com o índice de uma pré – disposição para certas doenças, de preferência em relação a outras. Porque com efeitos, pode-se definir um estudo completo da morfologia da face e cor dos olhos que dão então os tipos constitucionais.

Para o médico italiano Andrea Martinelli, estudioso do assunto, a íris, na verdade, se acha em comunicação com o sistema cérebro-espinhal, razão pela qual qualquer alteração do equilíbrio corporal pode se exprimir através da dilatação ou constrição da musculatura ocular.


O olho humano é composto de fibras. Quanto mais essas são compactas, mais sadio é o indivíduo. Ao contrário, se elas estão dilatadas, apresentando diversos desenhos, isso significa que existe algum tipo de disfunção orgânica e o exame do olho permite descobrir qual é.

O mecanismo que regula todo esse processo ainda não foi revelado, mas a hipótese mais adotada é que as condições anormais no organismo transmitem uma série de mensagens precisas ao cérebro. Esse, por sua vez, através do nervo ótico, os remete à íris, que reage com mudança de cores e alterações no desenho das fibras. A leitura dessas modificações permite revelar, assim, eventuais perturbações no corpo, bem como indicações sobre o gênero de problema: simples inflamações, proliferação de tumores benignos ou malignos, etc.

O mapa iridológico

Em nossa íris estão registrados todos os nossos órgãos, funções, sistemas e todas as diferentes partes do corpo humano. A Iridologia vem reforçar e comprovar a visão holística do ser humano, ou seja, que o corpo é um todo e, quando uma parte do corpo sofre, todo o corpo sofre.

A íris direita está relacionada aos órgãos do corpo posicionados do lado direito e o esquerdo podem ser analisados através da íris esquerda. Elas devem ser observadas como um todo. Os órgãos pares estão representados, respectivamente, um de cada lado, e os ímpares apenas no lado em que estão anatomicamente.

Divide-se a íris em sete círculos concêntricos. Cada círculo representa respectivamente de dentro para fora: 1- estômago, 2- intestinos, 3- coração, brônquios, pâncreas, glândulas supra-renais, pineal, hipófise, vesícula biliar, 4- útero, próstata, esqueleto (ossos), 5- cérebro, pulmão, fígado, baço, rins, tireóide e demais órgãos e tecidos, 6- músculos, inervação motora, sistema linfático, vasos sanguíneos (artérias e veias), 7- pele e nervos sensitivos.


Além de fornecer informações sobre padrões orgânicos individuais, a íris também revela o universo psíquico dos indivíduos. Este é o Método Rayid, desenvolvido nos EUA por Denny Johnson.

O método Rayid reconhece três padrões básicos na íris do olho, simbolicamente descritos como: Flor, Jóia (Gema) e Corrente. Eles se assemelham às estruturas encontradas na natureza. Esse método é direcionado para a identificação dos padrões de comunicação e relacionamentos e dos padrões comportamentais geneticamente transmitidos segundo a constituição da estrutura da íris do olho. A personalidade compõe-se de três partes: a mental, a emocional e a física; essas partes se expressam por meios de comunicação auditiva, visual e cinestésico. Todas as pessoas possuem os três e a íris revela qual é o predominante.

A Flor é um habitante sazonal e temporário. A natureza emocional da personalidade da Flor atrai pessoas guiadas pelos sentimentos. As flores são aberturas arredondadas nas fibras da íris; as personalidades do tipo Flor são emocionais e espontâneas, elas reagem a vida com os sentimentos e a comunicação visual; usam muitos gestos e subconscientemente aprendem melhor quando recebem instruções auditivas, sentem-se atraídas pelas personalidades do tipo Jóia. A Flor é emocional.

A personalidade Jóia (Gema) não é uma forma temporária, emocional ou que muda rapidamente como a Flor. O tipo Jóia em geral são fortes, resistentes e reacionais. A personalidade Jóia normalmente reage às demais com análise, reflexão e sons; são pessoas intelectualizadas, usam poucos gestos físicos e subconscientemente aprendem melhor a partir de instruções visuais e sentem-se atraídas pelas pessoas emocionais do tipo Flor. A Jóia é mental.

O tipo Corrente é a água que em tudo penetra e que é parte de tudo, trazendo vida e o apoio onde estiver. As personalidades Correntes têm uma sensibilidade física e reagem energeticamente aos outros com gestos delicados. São intuitivas e subconscientemente aprendem melhor através da experiência do toque; sentem-se atraídas por personalidades com combinação Jóia/Flor.

Esses três padrões são um símbolo de toda a eternidade. Eles representam os níveis da mente, do corpo e do espírito.

O exame

Para o exame da íris, o especialista não faz uso de nenhum medicamento, mas apenas de uma lente de aumento e de um ponto luminoso, tipo uma pequena lanterna portátil.

No início, ele se utiliza de uma graduação baixa de aumento, para ler uma avaliação geral. Progressivamente, aumenta a graduação, de seis a 50 vezes, para analisar com minúcias setor por setor, detectado, assim, eventuais anomalias.

O exame iridológico deve ser extremamente minucioso, e, assim, pode levar de alguns minutos a até cerca de meia hora, a fim de que possa inspecionar de modo completo com a lente (iridoscopia) ou se obtenha um documento fotográfico da região (iridografia).

A íris está intimamente ligada ao organismo pelos seguintes intermediários: sistema nervoso; sistema linfático e sistema orgânico e protéico

As perturbações do sistema nervoso provocadas pelo stress permanente, hoje mais conhecido pelo nome de stress oxidativo, são susceptíveis de modificar a estrutura da íris. Os estados de alcalinidade ou de acidez são fatores que alteram o sistema nervoso que então retransmite mensagens anormais através do sistema simpático para o cérebro que pôr sua vez os retransmite à íris. Os sistemas nervoso e linfático alteram de numerosas maneiras a estrutura da íris. Tornam-se ensombreadas pela quantidade de toxinas transportadas. Modifica a cor inicial com as sobrecargas de colesterol, lipídios, peróxido e hidrogênio, cristais de ácido, metais pesados, medicamentos, etc.

Na íris está registrada toda a constituição orgânica de uma pessoa, e como esta vem se apresentando, características e comportamentos. A iridologia não tem como objetivo dar nome às doenças a partir do irisdiagnose, elabora-se um programa de desintoxicação e reconstrução do organismo que é a base do tratamento e que tem a finalidade de conscientizar e melhora as carências nutricionais do paciente, melhorando assim, sua qualidade de vida. Este tratamento visa suprir as necessidades como também as tendências orgânicas que poderão se desenvolver ao longo da vida. A iridologia moderna cria um leque fantástico para o crescimento e conhecimento do ser humano e ainda possibilita mostrar e descobrir várias características de uma pessoa:

Polaridades dominantes (hemisfério cerebral direito ou esquerdo).

Sinestésico, auditivo ou visual.

Introversão ou extroversão.

Tendências e características profissionais.

Padrões de relacionamentos entre casais: padrão dos complementos, padrão dos corações solitários, padrão dos semelhantes, padrão do amor e ódio e padrão de mudança.

Cronorischio (idade em que ocorreu um trauma e como solucioná-lo através da crono-biologia, as qualidades e os confrontos espirituais que enfrentamos durante nossas vidas).

Quando ocorre determinado processo irritante em qualquer parte de organismo, um impulso é transmitido pelo Sistema Nervoso Autônomo para a área correspondente na íris que promoverá o ingurgitamento dos vasos que se dispõem radicalmente às fibras (coloração branca) do extremo da íris, tornando-as visíveis a olho nu. Quando os processos cronificam-se temos uma congestão sanguínea passiva (venosa), o que provocará o escurecimento desta região da íris. Quando o processo é degenerativo, temos na íris a destruição do suporte venoso na área correspondente, o que gera pontos negros.

Podem-se detectar através da diferença da coloração os estágios das lesões:

Processos agudos: áreas esbranquiçadas onde o tecido iridal está levantado. Estão sempre ligados à dor e à hiperatividade tecidual.

Processos subagudos: áreas de coloração cinza claro e o tecido iridal têm uma pequena depressão.

Processos crônicos: áreas de coloração cinza-escuro e o tecido iridal têm depressão bem visível. Estão sempre ligados à atividade tecidual.

A íris de cor verde, embora bastante comum, é considerada resultado de um enfraquecimento interno, ou seja, não é tida como íris de bom padrão. Tratamentos naturais bem sucedidos podem, em alguns casos, modificar a coloração da íris verde para azul. A íris muito negra, da mesma forma, não é considerada normal, pois tal coloração pode ocorrer devido à presença de toxinas nos órgãos internos. Os albinos têm íris avermelhadas em função da completa ausência de pigmentos nas camadas da íris, permitindo a projeção da cor vermelha dos vasos iridais. Algumas pessoas possuem uma íris de cor diferente da outra ou apresentam uma grande mancha marrom dentro de uma íris azul. Essas modificações são provocadas por depósitos de toxinas ou compostos químicos em regiões do corpo. Essas transformações são comuns em tratamentos intensos à base de antibióticos, quimioterápicos fortes ou corticóides, e nos casos de intoxicação por produtos químicos como enxofre, fósforo, iodo, sódio e outros. Tais alterações também podem significar enfraquecimento generalizado do organismo, irritações e problemas circulatórios - sua interpretação depende da experiência do observador.

Alimentação

A alimentação também é um fator que influencia o diagnóstico pela íris. É denunciada pela presença de acidez e muco no organismo, e percebida através do surgimento de áreas enevoadas ou pontilhadas em tonalidade branca. O acúmulo de acidez e muco nos tecidos e órgãos é um elemento característico da chamada alimentação moderna, composta basicamente de doses excessivas de acidificantes e fermentativos. São exemplos desses alimentos o açúcar refinado, a farinha branca, enlatados, alimentos pastosos (sem fibras), carnes em conserva e produtos alimentícios industrializados em geral. Outra forma de manifestação relacionada à alimentação é o aparecimento de raios solares próximos à pupila. Cita-se, ainda, o chamado rosário linfático, percebido pelo aparecimento de manchas brancas, de formas diversas, mas, mais frequentemente na estrutura de estrelas. Indicam problemas no sistema linfático, caracterizados principalmente pela fase prévia de doenças inflamatórias infecciosas agudas ou crônicas.

No caso de pessoas toxicômanas (ou ainda sob ação de drogas ou analgésicos fortes) há o aparecimento dos anéis nervosos, que são linhas que circundam total ou parcialmente a pupila, podendo variar no diâmetro e comprimento de acordo com a gravidade da situação. Os anéis nervosos também surgem em casos de irritações nervosas de grupos locais de nervos e ainda em neurites, nelvragias, espasmos viscerais, contrações musculares, cãibras, insônias, dores musculares, etc.

Já em problemas na pele, tecido sub-cutâneo, micro circulatório e linfático periférico há o aparecimento do anel escuro (periferia da íris, com manchas escuras e opacas). Denuncia o acúmulo de substâncias tóxicas no organismo causadas principalmente pela má alimentação e medicação e, sua existência indica, também, a dificuldade do organismo em eliminar substâncias tóxicas pela pele.

O acúmulo de sódio inorgânico nos tecidos, assim como o consumo de gorduras animais saturadas, frituras provocam o aparecimento dos anéis de sódio e senil, respectivamente (córnea, manchas brancas e azuladas). O problema do sal (principalmente o refinado) é a redução da elasticidade dos vasos sanguíneos da micro circulação, o que acaba causando o endurecimento das paredes vasculares e conseqüente aumento da pressão sanguínea.

Apesar de estarem relacionados com a má alimentação, os anéis de sódio e senil são frequentemente associados ao envelhecimento natural do indivíduo. Ao contrário dos anéis escuros e nervosos, sua intensidade não está necessariamente relacionada de forma proporcional à gravidade dos sintomas ou doenças. Há até alguns casos diagnosticados de arteriosclerose cerebral onde se percebeu o desaparecimento completo ou parcial dos sinais da íris.

Tecnologia

Além do uso de instrumentos como lupas e lanternas há a possibilidade da aplicação de tecnologia no estudo da Iridologia, principalmente no que se refere ao reconhecimento de padrões da íris para fins de identificação biométrica. Também o ramo de mapeamento digital por satélites produz boas ferramentas para uso da Iridologia. O desenvolvimento de algoritmos cada vez mais precisos e capazes de extrair informações partindo de uma imagem possibilita a abertura do leque de pesquisas nessa área, permitindo que novas associações entre o comportamento da íris e o organismo sejam feitas.

"Eu acredito na iridologia como sendo o "olho" das artes naturais de cura, a janela através da qual é compreensível uma prespectiva holística da saúde.

Eu acredito na irirdologia como um meio seguro de aceder ao que está a acontecer no corpo. Quando sabemos o que está a acontecer no corpo, podemos escolher o caminho para uma saúde de maior nível.

Eu acredito na iridologia como a única análise que revela as condições antes dos sintomas aparecerem e que nos revela condições anormais das quais nunca aparecerãso sintomas.” (Dr. Bernard Jansen, Iridologista)

http://www.gerolimich.hpg.ig.com.br/med/irido/irido06.htm

http://72.14.209.104/search?q=cache:ws3ZuZaUVUYJ:www.esalq.usp.br/siesalq/pm/iridologia.pdf+iridologia&hl=pt-BR&gl=br&ct=clnk&cd=14

BERINGHS, Liane. Vida Saudável pela Iridologia. Robe Editorial. 1997, 124 páginas.


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