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BIOLOGIA CELULAR: PLASMÓCITO
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Escrito por Rosena Marques Heleno   
Qui, 15 de Setembro de 2011 13:58

São arredondados, além de possuírem muito citoplasma em relação ao seu núcleo, que é esférico e está situado na porção basal da célula. A cromatina nuclear se dispõe em grumos grosseiros presos ao envoltório nuclear lembrando uma “roda de carroça”; o nucléolo é proeminente e visível. O citoplasma apresenta sua maior porção ocupada pelo retículo endoplasmático granular; possuindo também um desenvolvido complexo de Golgi, no centro do qual estão dois centríolos; escassas mitocôndrias são visíveis espalhadas pela célula. Tal escassez sugere que a célula não apresenta uma atividade altamente endoenergética. Não existem habitualmente nessas células grânulos de secreção, pois não ocorre nelas o acúmulo do seu produto de secreção.

FUNÇÕES

A função básica dos plasmócitos é a produção de anticorpos circulantes no sangue, também conhecidos como anticorpos humorais. Estes são formados por um tipo específico de proteína, uma espécie de globulina. Dessa forma esse tipo celular apresenta seu citoplasma altamente especializado para a síntese de secreção protéica, estando repleto de cisternas de RER associadas a polirribossomos (responsáveis pela síntese protéica propriamente dita). O aparelho de Golgi desenvolvido, assim como o RER, estão associados ao acréscimo de glicídios à estrutura protéica. A secreção formada se acumula na extremidade de um sáculo de Golgi achatado, de onde brota uma estrutura vesicular para tornar-se uma vesícula livre, as vesículas secretoras são responsáveis pelo transporte de seu conteúdo até a superfície celular. As imunoglobulinas secretadas pelos plasmócitos do tecido conjuntivo frouxo e do tecido linfático chegam à corrente sanguínea por meio da linfa.
Os plasmócitos têm origem a partir da ativação de linfócitos B presentes nos tecidos linfáticos (principalmente nos grânulos linfáticos).

PATOLOGIAS

Uma doença associada à atividade dos plasmócitos é o mieloma múltiplo, enfermidade de medula óssea gerada por alterações nesse tipo celular. Eles produzem citocina que ativa os osteoclastos e leva a lesões localizadas no osso. Esta alteração provoca a aumento quantitativo exagerado desta célula e sua infiltração na medula, com o conseqüente aumento das imunoglobulinas presentes no sangue.
Não há evidências de que esta é uma doença hereditária e seus principais fatores são genéticos e ambientais. Há casos em que a doença é diagnosticada sem o aparecimento de nenhum sintoma, entretanto pode haver cansaço, anemia e afecções respiratórias graves, além de dores ósseas intensas e prolongadas que levam a realização de radiografias.Até hoje não existe tratamento que cure essa doença.


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