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A preparação física e psicológica de um árbitro de futebol
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Escrito por Pedro Ferreira   
Ter, 28 de Janeiro de 2014 12:34

A profissionalização dos árbitros pode ser um passo importante para a resolução de um problema que poucas vezes é colocado pela comunicação social desportiva: a preparação física e psicológica dos árbitros de futebol.

Preparação física de um árbitro de futebol

Na verdade, tratando-se de amadores enquanto a profissionalização não arranca, a sua preparação é normalmente efetuada sem um acompanhamento especializado. Tratando-se de profissionais, é natural que se venha a verificar um incremento da modernização das técnicas e metodologias dessa preparação.

A preparação física de um árbitro de futebol profissional passa pelos seguintes pontos:

1. Velocidade

O futebol moderno baseia-se muito na ideia de contenção e posse de bola, associada a movimentos de transição rápida. Assim, a velocidade de deslocamento da bola e dos próprios atletas constitui um verdadeiro desafio para o árbitro, face à necessidade imperiosa de acompanhar todos os lances o mais de perto possível.

2. Resistência

A intensidade do um desafio de futebol, num contexto de crescente competitividade ao mais alto nível, faz com que a resistência muscular seja um dos desafios mais difíceis que os árbitros têm de superar. Na verdade, o treino de resistência é fundamental para evitar situações de esgotamento físico que tornam muito mais difícil o trabalho do árbitro. Convém notar que o esgotamento físico não é grave apenas pelo efeito direto da diminuição da performance física mas também pela diminuição do discernimento, ao nível por exemplo da rapidez de reflexos.

Normalmente, as pessoas têm o hábito de fazer apostas nas suas equipas favoritas, mas nunca esperam que os erros dos árbitros interfiram e decidam o resultado final do encontro. É por isso que a sua prestação é muito importante, pois os erros que eles cometem (como todos os seres humanos) podem transformar uma vitória numa derrota e isso nunca deve acontecer.

3. Potência

O treino físico do árbitro deve passar também pelo incremento da capacidade de empreender um esforço brusco no início da corrida. Este treino deverá, assim, preparar o árbitro para reagir com rapidez, por exemplo, numa situação de mudança brusca na direção do jogo.

4. Flexibilidade

Se observarem com atenção o conjunto de movimentos que o árbitro descreve no decorrer de um jogo, facilmente verificam que tais movimentos exigem uma apreciável flexibilidade de exercícios. Assim, o treino físico deve envolver esta capacidade de adaptação a um largo espectro de movimentos físicos.

5. Reflexos

É comum dizer-se que o árbitro tem de reagir em pouco tempo. Na verdade ele é obrigado a reagir em décimos de segundo. Tal reação rápida dificilmente se pode considerar um ato de raciocínio mas sim um ato que se torna reflexo. Assim, qualquer árbitro deve exigir nos seus treinos os exercícios destinados a melhorar os seus reflexos.

Preparação psicológica de um árbitro de futebol

Também muito importante, a preparação psicológica é fundamental para o treino e sucesso de um árbitro de futebol:

1. Frieza

As reações do árbitro a situações de pressão psicológica passam muito por uma atitude de frieza que exige uma preparação psicológica no sentido de evitar a todo o custo reações emocionais.

Talvez este seja um dos maiores desafios que se colocam ao juiz da partida. Em toda e qualquer situação ele deve estar preparado para reagir de forma técnica, aplicando as leis de jogo sem se deixar influenciar por qualquer sentimento ou emoção.

2. Distanciamento

Essa frieza está ligada a uma necessidade de distanciamento que o deve isolar das emoções do jogo e de tudo o que ele representa. Ao árbitro não podem interessar os objetivos das equipas, a importância que esse jogo tem para os jogadores ou se uma determinada equipa é favorita nas casas de apostas. Da mesma forma ele tem de treinar a sua capacidade de distanciamento em relação à assistência. Tudo o que os adeptos podem fazer deve ser inócuo para o árbitro, ou seja, o seu distanciamento psicológico deve ser máximo em relação aos adeptos.

3. Competência de comunicação

A preparação eficaz para um jogo passa ainda pelo treino das competências de relacionamento interpessoal e, em consequência, pela capacidade que o árbitro deve desenvolver no sentido de estabelecer uma comunicação correta com os jogadores, impondo a sua autoridade mas sem prescindir de uma comunicação pedagógica com os atletas.


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Perfil de: Pedro Ferreira

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