A Pedagogia Tecnicista

“A escola deveria ser produtiva, racional e organizada e formar indivíduos capazes de se engajar rápida e eficientemente no mercado de trabalho. (…) Para tanto, à imagem da empresa, a escola deveria apresentar uma produtividade eficiente e eficaz.”

“É claro que os treinamentos de educadores nos anos 70 refletiram, e muito, esta tendência que valorizava fundamentalmente os meios, as tecnologias e os procedimentos de ensino – apresentados sempre como “neutros”, “eficientes” e “eficazes”. E isto teve conseqüências negativas na educação escolar brasileira que perduram até o presente momento.”

A Tendência Liberal Tecnicista é modeladora do comportamento humano através de técnicas específicas. Os procedimentos e técnicas preparam para a transmissão e recepção de informações. A aprendizagem é baseada no desempenho (aprender-fazendo). O Professor é o técnico e responsável pela eficiência do ensino. A Tendência Progressista Libertadora dá ênfase ao não-formal. É crítica, questiona as relações do homem no seu meio, visa levar professores e alunos a atingirem um nível de consciência da realidade em que vivem na busca da transformação social. O homem cria a cultura na medida em que, integrando-se nas condições de seu contexto de vida, pensa sobre ela e dá respostas aos desafios que encontra.

A tendência tecnicista é de origem norte-americana, nela o ensino não se centrava no professor e nem no aluno, mas nos objetivos e nas técnicas de ensino que garantem o alcance dos mesmos. Os conteúdos tendem a serem vistos como regras, macetes (SEED, 2005).

A educação escolar, nessa época, tinha a função de preparar o indivíduo à sociedade, tornando-o capaz e útil. Ela enfatizava o fazer e não o compreender. O ensino se resumiu ao emprego de técnicas e fórmulas, não havendo nenhuma justificativa e nem explicações sobre

as teorias que fundamentavam os conteúdos. O professor e o aluno tornaram-se meros executores de um processo de concepção, planejamento, coordenação e controle que ficava a cargo de especialistas. As possibilidades de melhorias no ensino se limitavam ao emprego de técnicas especiais de ensino e ao controle/organização do trabalho escolar (FIORENTINI, 1995)

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