A Historia de Rondônia
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Escrito por Eugênio Bassi   
Ter, 15 de Maio de 2012 13:35

Este livro, uma modesta contribuição à população rondoniense, carente de informações referentes à História Regional, foi pensado a partir da necessidade de se obter uma obra que registra de forma simples, porém objetiva, a história de Rondônia, desde o período da exploração pelos aventureiros, bandeirantes, jesuítas, capitães generais, seringueiros, garimpeiros e colonos agricultores. O desenvolvimento do espaço do atual estado de Rondônia é composto por vários ciclos, portanto, a História Regional é cheia de surpresa, de aventuras, de lutas, derrotas e vitórias, rica e gostosa de ler e ouvir. É uma grande lição de vida.
Entre as fases de desenvolvimento do estado de Rondônia podemos destacar a descoberta de ouro no rio Corumbiara, no século XVIII; a conquista e o povoamento dos vales do Guaporé, Mamoré e Madeira; a construção do Real Forte do Príncipe da Beira, no período colonial; o Primeiro e o Segundo Ciclos da Extração de Látex; a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e a descoberta de minério de estanho (cassiterita) em 1952. O período mais expressivo do desenvolvimento regional ocorreu a partir da abertura da BR 364, e com implantação de projetos de colonização, pelo Governo Federal, através do INCRA.
Buscamos, de forma simples, apresentar como ocorreu a ocupação do espaço regional, que tem início no século XVIII, com a fundação da aldeia de Santo Antônio, pelo padre jesuíta João Sampaio, na primeira cachoeira do rio Madeira, sentido foz-nascente. Posteriormente as descobertas de ouro nos afluentes da margem direita do rio Guaporé despertaram interesses na Coroa Portuguesa pela posse da terra, portanto, em 1748, funda a capitania de Mato Grosso, cujos limites abrangiam a maior parte das terras do atual estado de Rondônia.
Dom Antônio Rolim de Moura Tavares, considerado o primeiro governador da capitania de Mato Grosso (1751-1764), iniciou uma política de povoamento e fundação de feitorias ao longo dos rios Guaporé e Madeira e construiu o Forte de Conceição que foi substituído pelo Real Forte do Príncipe da Beira. Nesse mesmo período, iniciou-se a exploração fluvial do rio Madeira e seus afluentes Mamoré e Guaporé, pela Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão, que utilizava essa rota fluvial com exclusividade para o abastecimento das minas de ouro dos afluentes do rio Guaporé e da capital da capitania de Mato Grosso (Vila Bela da Santíssima Trindade).
Com a decadência da mineração, no vale guaporeano, no final do século XVIII, a região foi abandonada por um período aproximado de 100 anos. A partir de 1877, com o desenvolvimento da indústria de produtos derivados de látex o vale do Madeira e seus afluentes foram ocupados pelos seringueiros que, na sua maioria, eram retirantes que fugiam da seca que assolava o nordeste Brasileiro.
Em 1872, teve início a implantação do projeto de construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Porém, após várias tentativas de construção e a falência da quarta empresa construtora, ocasionada pela não liberação de recursos pelo banco financiador, foi oficialmente suspensa a concessão de construção da ferrovia, no ano de 1879. Entretanto, com o Tratado de Petrópolis, assinado pelos governos do Brasil e da Bolívia, em 1903, ocasião em que as terras do atual estado do Acre foram anexadas ao território brasileiro, ocorreu de fato a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
A obra de construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, após as tentativas fracassadas, foi iniciada em 1907 e concluída em 1912. No ponto inicial da ferrovia surgiu a cidade de Porto Velho e no final dela a cidade de Guajará-Mirim. Na mesma ocasião foram instaladas, as Linhas Telegráficas Estratégicas, unindo o estado do Amazonas (vale do Madeira) à cidade de Cuiabá, Mato Grosso, que já estava interligada a outras regiões do Brasil, por meio de telégrafos.
Entre 1877 e 1915, surgiram os povoados de Urupá (origem da atual cidade de Ji-Paraná), Pimenta Bueno, Jaru, Papagaios (atual cidade de Ariquemes) e diversos outros que surgiram e desapareceram como Santo Antônio do Rio Madeira, que chegou a ser uma cidade e o povoado de Samuel, no rio Jamari.
Com a desvalorização do preço do látex no mercado internacional a região ficou estagnada, a partir de 1912, por um período de aproximadamente 30 anos, e ocorreu o retorno de seringueiros a suas regiões de origem.
No período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o Japão invadiu a Malásia, principal região produtora de látex, ocasionando a necessidade de abastecer os países aliados. Os governos do Brasil e dos Estados Unidos da América assinaram um acordo, dando incentivo à extração de látex na Amazônia brasileira. Novamente, os vales do Madeira e de seus afluentes foram ocupados. Esse período ficou conhecido como 'Segundo Ciclo da Borracha' e muito contribuiu para o desenvolvimento regional e para a criação do Território Federal do Guaporé.
Em 13 de setembro de 1943, no auge do Segundo Ciclo da Borracha, o presidente Getúlio Vargas assinou o Decreto-Lei 5.812, criando o Território Federal do Guaporé, com áreas desmembradas dos estados de Mato Grosso e Amazonas. Em 1956, o Território passa a ser denominado de Território Federal de Rondônia.
Na década de 50 do século XX é descoberta a existência do minério de estanho (cassiterita), na região de Ariquemes.
No início dos anos de 1960, foi aberta a BR 364, e partir de 1970, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA deu início à implantação de projetos integrados de colonização, gerando um intenso fluxo migratório de colo-nos, procedentes, principalmente, das regiões Sul e Sudeste do país.
O fruto do processo de colonização foi o desenvolvimento das vilas e povoados remanescentes do período dos seringueiros e o surgimento de todas as cidades do estado de Rondônia, exceto Porto Velho e Guajará-Mirim. Porém, o desmatamento para fixar o homem no campo gerou o desaparecimento de várias espécies vegetais, principalmente de madeiras nobres, além da destruição da fauna.
Pela Lei Complementar n° 41, de 22 de dezembro de 1981, sancionada pelo presidente João Baptista de Figueiredo, foi criado o estado de Rondônia, e, no dia 4 de janeiro de 1982, ocorreu a cerimônia de sua instalação.
Na década de setenta e início da década de oitenta do século XX o fluxo migratório era intenso e os órgãos governamentais, na época, pouco se preocupavam com a preservação do meio ambiente, gerando como conseqüência um desmatamento desordenado.
Durante as últimas décadas, a ação humana transformou as condições naturais da região e modernizou a economia regional, sem observar as questões ambientais e as disparidades regionais dos vales e da região ao longo da BR 364, onde ocorreu a maior transformação regional. Assim como a alteração da qualidade de vida da população ribeirinha que vive às margens dos rios e sobrevive da extração vegetal. Atualmente essas contradições, cada vez mais evidentes, fazem parte do espaço rondoniense e devem ser observadas. Os órgãos públicos a partir da implantação do Plano Agropecuário e Florestal de Rondônia, iniciado em 1988, no governo de Jerônimo Santana, tem se preocupado com as questões ambientais.
Através do PLANAFLORO ocorreu um delineamento efetivado pelo Zoneamento Socioeconômico e Ecológico, foi envolvido pela crença de que a divulgação de um estudo sério viesse contribuir para uma mudança de cultura das nossas futuras gerações.
Sei que há muito por fazer, porém, dei uma parcela de contribuição. Espero que o leitor encontre aqui a informação necessária para o momento, nosso trabalho de pesquisa continua. Pretendemos publicar novas edições deste livro e de outras obras de nossa autoria.

 

Por: Tininho


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